Dieta dos pontos Leia, use, aprenda a comer de tudo e emagreça de vez (com muito prazer!)
Ser otimista é acreditar que o futuro reserva boas perspectivas e que é sempre possível encontrar uma solução para as adversidades. Na literatura, esse comportamento é representado — embora de maneira um tanto caricata — por célebres personagens, como Pollyanna, da escritora americana Eleanor Porter (1868-1920), e Cândido, do filósofo francês Voltaire (1694-1778). Eles têm em comum uma trajetória marcada por dificuldades e acontecimentos trágicos, que ambos enfrentam sem nunca perder a esperança de dias melhores.
Na vida real, é possível ser otimista sem tirar os pés do chão. “Para isso, é preciso analisar cenários, avaliar riscos e buscar saídas para um desfecho positivo, sem desanimar diante de obstáculos”, ensina a psicóloga Mirlene Siqueira, que estuda o assunto na Universidade Metodista de São Paulo. E acredite: olhar a vida por esse prisma não só promove bem-estar mental como faz um bem danado ao corpo. A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, que acompanharam quase 100 mil mulheres durante oito anos.
O grau de otimismo das voluntárias foi mensurado por meio de questionários em que elas deveriam responder se concordavam com afirmações como “Em épocas de incerteza, eu sempre espero o melhor” ou “É mais seguro não confiar em ninguém hoje em dia”. O resultado da avaliação revela que as mais esperançosas apresentam um risco 9% menor de desenvolver problemas cardíacos e 14% menos probabilidade de morrer devido a qualquer outra doença sem ser do coração. “Quem pensa positivo costuma fumar menos, se alimentar melhor e se exercitar mais, sem contar que tem menor tendência a desenvolver depressão, estresse e pressão alta”, justifica a SAÚDE! a autora da pesquisa, Hilary Tindle.
O benefício também se aplica ao sexo masculino, de acordo com um estudo realizado no Instituto de Saúde Mental, na Holanda, com 545 participantes. No grupo de homens que acreditavam piamente que seus projetos se realizariam, houve uma redução de até 50% nas mortes por males cardiovasculares. Erik Giltay, líder do trabalho, arrisca uma explicação: “Essa postura provavelmente estimula o organismo a liberar substâncias como a serotonina e a dopamina, que afastam o nervosismo e protegem os vasos”.
Por falar em boas expectativas, eis um artigo que não está em falta entre nós brasileiros. “Desenvolvemos uma pesquisa comparando o otimismo no Brasil, nos Estados Unidos e na França”, conta a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil. “Obtivemos o maior percentual, 67%, contra 54% dos americanos e 49% dos franceses.”

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