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Bichos MATÉRIAS

Cachorro com diabete

Ela está cheia de açúcar
A labradora que você vê é diabética. O diabete em cachorros é cada vez mais comum nos animais de estimação.

por Anderson Moço | design Eder Redder | foto Beto Hacker

Quando Diana, esta fêmea de labrador, foi diagnosticada com diabete, Elizabete Moraes, sua dona, quase caiu para trás. Nem imaginava. Mas ela ficou desanimada dias a fio e, quando chegou ao hospital, teve de ser internada para estabilizar os níveis de açúcar e diminuir o risco de complicações, relembra. Durante sua estada no Hospital Veterinário Sena Madureira, na capital paulista, Diana passou por um exame capaz de apontar precisamente a dose necessária de insulina para o seu organismo. Sim, para cada cão, uma dose. Passados três anos do susto, tratada com disciplina, ela fica toda serelepe quando alguém pega a guia: Diana já pressente que é a hora da caminhada.

 De repente, o pâncreas desacelera a produção de insulina. Então, o organismo do animal deixa de transformar em energia toda a comida da tigela. Parte vira glicose que, sem insulina, fica dando sopa no sangue, fora das células. O bicho até continua devorando tudo o que o dono lhe oferece, mas só faz perder peso, bota a língua pra fora, esbaforido, em qualquer caminhada à toa, não topa nenhuma brincadeira e vive sedento. São esses, aliás, os sinais do diabete nos cachorros, mal que vem se tornando uma das queixas mais freqüentes nas clínicas veterinárias.

No cenário moderno, os cães vivem mais tempo e praticam pouca atividade física. Está aí a justificativa: a idade avançada e o sedentarismo são os dois principais fatores para o aparecimento da doença, explica Paulo Sérgio Salzon, professor da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Metodista, em São Paulo.

 
 
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